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Rachel McAdams relembra ter sido informada de que era ‘velha demais’ para interpretar a protagonista em Meninas Malvadas: ‘Considerei isso um elogio’

Ela era “perfeita” para mais um papel que mudaria sua carreira. A atriz se abre para a revista PEOPLE sobre como ‘Meninas Malvadas’ e ‘Diário de uma Paixão’ transformaram sua vida.

Rachel McAdams como Regina George em Meninas Malvadas, 2004.
Crédito: CBS via Getty

Rachel McAdams fez história na cultura pop com sua ácida rainha adolescente Regina George — mas sua primeira audição para o filme Meninas Malvadas, de 2004, foi para um papel bem diferente.

A atriz, natural de Ontário, fez o teste inicialmente para o papel de Cady Heron, a protagonista ingênua que acabou sendo interpretada por Lindsay Lohan, então com 17 anos. Aos 25, “Lembro-me de pensar: ‘Isso é um exercício inútil. Nunca serei contratada para o papel de Cady’”, conta McAdams à revista PEOPLE nesta semana, já nas bancas.

“Eu estava apenas começando, e era a personagem principal”, continua a estrela de Send Help. “Eu simplesmente não achava que estava naquele momento da minha vida em que seria escolhida para esse papel. Então, eu simplesmente aceitei e me diverti.”

McAdams, de 47 anos, lembra-se de simplesmente querer fazer parte do filme da “brilhante” Tina Fey. “Eu amei o roteiro. Lembro-me de fechar o roteiro, ligar para meu agente e dizer: ‘Por favor, mesmo que seja só para interpretar uma personagem com uma única fala, eu aceitaria.’”

Meninas Malvadas.
Créditos: Michael Gibson/Paramount/Kobal/Shutterstock

O diretor de Meninas Malvadas, Mark Waters, ofereceu a reviravolta definitiva. “Você é velha demais para interpretar Cady, mas é perfeita para Regina”, disse ele. “Regina já viveu bastante e talvez tenha, não sei se a chamaria de alma velha, mas ela tem um pouco mais de experiência do que Cady”, disse McAdams à revista PEOPLE. “Então, encarei isso como um elogio.”

E quando Meninas Malvadas chegou aos cinemas em abril de 2004, a história foi feita. “Interpretar a vilã é o máximo”, diz ela. Dois meses depois, Diário de uma Paixão foi lançado nos cinemas, consolidando McAdams como um novo talento promissor.

O momento foi “algo totalmente fora do meu controle”, diz ela. “Já ouvi dizer que a sorte pode abrir portas, mas não garante que você permaneça nelas. Não sei quem disse isso, mas acho que é a mais pura verdade.”

Rachel McAdams.
Créditos: Katie Jones/Variety/Penske Media via Getty

Ela acrescenta: “Foram dois filmes totalmente diferentes, um após o outro, e ambos chamaram a atenção. Então, acho que foi aí que a sorte realmente entrou na minha vida.”

Mais de duas décadas depois, a carreira de McAdams abrangeu diversos gêneros e rendeu inúmeros sucessos, desde a icônica comédia “Penetras Bons de Bico” (“foi muito divertido filmar, “não parecia trabalho”, diz ela) e a adaptação best-seller de “A Mulher do Viajante no Tempo”, passando pelos sucessos de bilheteria da Marvel com “Doutor Estranho” e sua atuação indicada ao Oscar em “Spotlight”, de 2015. “Me sinto muito sortuda por ainda estar aqui”, diz ela. “Ainda estou me beliscando para acreditar.”

O novo thriller psicológico de McAdams, “Send Help”, já está nos cinemas.

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